sábado, 8 de outubro de 2011

mulheres... uma ciência única.


  É um assunto bem interessante. E muito comentado. Primeiro gostaria de dizer que falar de mulher é no mínimo difícil. Se Freud ficou maluco e no fim não resolveu absolutamente nada, quem dirá um estudante. Mas, é um assunto que sempre causa polêmicas, principalmente entre os homens. Esses mesmos que quando se juntam entre amigos o assunto não é outro e causa sempre discussão de fazer ver o sol nascer.
  Arnaldo Jabor diz que mulheres não existem. Que tudo é criação dos homens e compreendê-las não dá, porque primeiro temos que compreender a nós mesmos. E compreender a si mesmo já é um tremendo desafio tremendamente desafiador. Mas isso não impede de a gente falar sobre, não é? É até interessantíssimo e muito mais ainda gostosíssimo de falar deste assunto.
  Antes de tudo gostaria de dizer que – quem dera fosse – esse texto não é nada cientifico. Muito menos comprovado. São só pensamentos, achismos. E também que, quem sou eu pra falar exatamente de mulher? Primeiro porque a minha idade é de iniciante no assunto. Meu avô de quase oitenta anos ficou meio... hehe... imagina eu aos vinte e dois. E sempre ouço ele falar com aquela voz suave de um velho vivido e experiente mas cansado e rabugento: “ meu filho, você tem muito que aprender com mulheres, e mesmo se aprendesse, não seria nem o começo pra conhecer o que se passa na cabeça dessas malucas por natureza”. “e o senhor vovô, o que pode me ensinar sobre mulheres?” perguntei, desafiando o velho. Ele, com aquele olhar superior e bem vivido, me fitou e disse: “meu Deus, esses garotos de hoje, onde que eles estão com a cabeça quando fazem uma pergunta dessas? Filho, isso não se ensina, você já viu uma escola ensinando isso?” então, a conclusão é que tudo é uma suposição e mais suposição ainda quando se trata de mulher. Mas cá venhamos, creio que vai ser uma viagem essa publicação.
  Pra falar de mulher, em sua forma, temos que discutir primeiro o amor. E quando vamos discutir o amor logo percebemos que é bem mais fácil. Amor é o que aproxima um homem a uma mulher e vice-versa. As outras mais coisas são apenas atração. Certo e infelizmente que hoje em dia a visão desse sentimento está pra lá de distorcida e causa o medo de se tornar grotesco um dia se confundir com ódio ou outro sentimento ruim. E o amor é o que faz a gente crescer por dentro verdadeiramente, e a única coisa que pode nos completar à uma quantia que faça realmente encher qualquer espírito. Deus viu que era bom e inventou o amor entre os sexos para que eles pudessem ser juntos e um assim como o mesmo Pai lhes ordena. Decerto, que sabemos que há enormes diferenças entre os sexos humanos e não falo de físicas estéticas, falo da questão sentimental mesmo. Aquela que se torna divisor de águas na diversidade da compreensão humana. E o amor é o que faz com que todos nós nos esqueçamos de tentar compreender a mente humana, seja ela de uma mulher ou de um homem, para então vivermos o amor que além de completar é o que faz dar sentido em uma vida de parceria (casamento) entre ambos. Então, compreender as mulheres não vai servir de nada. Nós homens, compreendendo ou não esse mundo tão desejado em ser descoberto, não adiantar – a não ser que seja para quebrar cabeças. Só vai nos restar amor para dar e receber. No fim dessas contas tudo não faz o mínimo sentido. Muito menos não faz sentido tentar compreender o comportamento dos sexos, a relação entre eles ou diferenças que lhes fazem agir de determinada forma. Tentar compreender isso vai fazer qualquer um maluquinho das idéias. E então vai nos restar amar e amar uns aos outro. É o mandamento perfeito que une homens e mulheres e faz esquecer qualquer aversão em vida conjugal e amigável. Amar é o que nos resta.
  Eu, quando criança até os dias de adolescente, me perguntava por que as mulheres deviam ser inferiores aos homens, depois disso deixei; ninguém me respondia. E anos bem mais tarde fui descobrir: porque a mulher havia pecado antes do homem na história do jardim do éden e assim se tornou submissa até hoje do homem. Mas o pior de tudo é que o homem por se considerar superior inferiorizou a mulher para apenas uma ajudante em suas invenções, descobertas e conquistas. Hoje vemos menos, mas por toda a existência da humanidade mulheres foram pouco participativas em eventos históricos. É claro que o homem (no termo geral) tem que evoluir muito, mas graças a misericórdia de Deus o macho tem crescido muito sua mente e dado a liberdade à mulher.
  Esses fatores históricos mostram que hoje em dia não é a mesma mulher de ontem. Agora é uma mulher mais igual no termo profissional e com poderes muitas vezes até superiores aos dos homens. É agora um sexo forte com vez e voz para quem tem ouvidos. Claro, ainda não vimos uma mulher revolucionária igual a muitos homens que fizeram história como Newton na ciência, Mandela na liberdade de expressão, Camões na literatura etc, mas sinto que este dia em que todos nós vamos testemunhar um mundo melhor por causa de uma “senhora” está chegando. Vemos por aí mulheres fazendo diferença para suas comunidades; presidentas, chefas de departamento, líderes empresariais, líderes estatais. Algumas com garra suficiente de mudar o mundo. Assim o mundo é duplamente capaz de melhorar, como de piorar. Sim! por que não? Afinal, fazemos todos parte da mesma floresta. Creio que no fim desse dia, as pessoas estejam preparadas para encarar uma revolução que não tenha parte de um marmanjo de gravata.
  Em se tratar de questão de sentimento elas ganham de lavada. Não porque o homem não seja, ou seja, inferior. É porque elas usam isso como arma, o homem apesar de sedutor, não sabe usar como arma. Uma vantagem arrasadora, mas que no fundo nos faz pensar talvez não seja uma vantagem ou só no quesito amoroso. Se nós somos superiores no mando, elas são superiores na sedução. O homem é racional da mesma forma que a mulher é sentimental. Deve ser por isso que em toda a nossas história só homens a contornaram. Eu falo a sedução de manipular os homens e marionetizá-los (arma principal delas). Eles comandam na força, elas na sedução. É evidente, mas o mais confuso é que não sabemos se é por consciência ou por instinto ou por uma simples confusão do homem pensar que são as anteriores (as mulheres não fazem nada), eles se seduzem a si mesmos pensando que são elas que seduzem (pura loucura). Disso, acredito que tão cedo não saberemos a real intenção ou talvez seja uma coisa mútua, que acontece pelo simples acaso. É pensado ou uma natureza genética? Eu não sei! Aliás, quem sou eu pra saber? Mas dá pra saber que sempre existirá uma guerra entre esses dois pólos e nunca existirá, de fato, um (a) vencedor (a) e muito menos batalhas vencidas. É uma briga imaginária pra gente se divertir tentando compreender a vida e por que ela existe. Temos que saber que somos parte da vida. A vida nos privilegia dando a natureza e a capacidade de um enfrentar, suportar e viver ao lado do outro. Compreender, não dá, nunca vai dar, nossa mente é muito limitada diante de um assunto tão complexo, flexível e variável; porque parte de pessoa para pessoa e cada mente é um universo. Se conhecemos mal o nosso mundo, conheceremos muito menos o universo.
  Eu sempre digo que Deus deu de ser artista e em um momento de inspiração criou a mulher para o homem compartilhar a contemplação. Não foram feitas para serem compreendidas iguais a ciências. Foram feitas para serem amadas e dignas de admiração e a prova do amor e misericórdia de Deus por nós. Não como um presente, mas como uma necessidade do homem.
  Diferenças, elas existem sim (eu chamaria de contrito). Mas sempre quando terminar essa briga toda vai prevalecer que percebemos que precisamos mais um do outro que dantes.



  E eu dei risada depois de escrever o maior texto da minha vida. Acabei não falando nada ou disse o que todo mundo já sabe. Mas quem sabe ninguém não consiga escrever ou dizer o que mulheres pensam? Talvez alguém diga mais, mas como meu avô disse: nunca vai ser suficiente. Feliz do homem, simples e mortal que compreender o que mulheres pensam.




                                 “Afinal, o que querem as mulheres?”

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