Bom... como alguns leitores não gostaram do fim da última história, eu me senti um pouco responsável em mudar este desfecho. O lado bom de ser um escritor. A história mesmo com um fim determinado pode continuar.
Mas eu queria ressaltar que esse é meu papel com criador de histórias; o de despertar a vontade e a curiosidade de ler coisas como essa. E parece que eu consegui. Dei vivas a mim, pelas várias críticas, sugestões e muitos elogios de uma pequenina ficção que até hoje não sei de onde tirei.
Então, vamos à obra. À continuação de “A noite em que as estrelas não brilharam”.
Depois do fim daquela noite continuei conturbado. Não sabia ao certo o que tinha feito. Se tinha sido o certo a se fazer ou errado ou se eu estava apenas em uma fase. Claro, sabia que infelizmente não a amava ao ponto de construir uma história mas, lá no fundo eu gostava tanto de estar ao seu lado, de ouvi-la cantar e contar histórias como só ela sabe. Suas crises, os carinhos que me fazia, quando ela enlouquecia subitamente e me ligava no meio da madrugada pra perguntar se eu tava vendo a lua cheia, e eu só pensava em dormir. Ou quando ela se perdia olhando nos meus olhos, sei lá o quê ela pensava quando se perdia daquele jeito. Eu sinceramente, faria qualquer coisa pra saber o que se passava naquela cabecinha engenhosa. Quando ela balançava o cabelo em cima de mim e eu comia fios e fios de cabelos. Tinha vezes que ríamos de tudo; qualquer besteira, um amigo que falava com sotaque, ou a garota que cantava desafinado, ou alguém que implicava. Em vez de nos frustrar, não, sempre ríamos de forma desnecessárias das situações.
É. Foram 3 anos de alegria. Verdade, ”alegria”. Nunca brigamos. Nem sequer um olhar torto. Nadinha, nadinha.
Foram anos em que eu aprendi a estar do lado de uma mulher. A aprender como ela se comporta, do que gosta, manias. E também se eram realmente totalmente diferente dos homens (bom, depende do ponto de vista, mulher as vezes é um homem disfarçado). E muitas outras coisas. Pensei nela e em cada instante que tivemos juntos.
Depois de todos esses pensamentos. Enquanto a noite desse lugar ao sol que de algum lugar do horizonte surgia espantando o frio quase assassino que me atingia eu pensava em todos esses momentos. Agora é passado. Infelizmente é passado.
Não sei se me arrependi. Mas eu tinha que pensar nela e deixar eu um pouco de lado. Ela não merecia que eu fingisse amá-la. Então essa foi a decisão certa. Mas no fundo, me arrependi com certeza. O certo a fazer era fingir que não me arrependi.
As lágrimas secaram com o sol já a pino beijando minha face, voltei ser homem. Senti um agrado. Aos poucos foi recuperando minha sanidade. Descobri que tava andando em uma rua pouco movimentada. Depois que tinha de mudar a trajetória para a minha casa. Sabe Deus onde eu estava indo. E aos poucos aqueles turbilhões de pensamentos foram diminuindo. Mas duraram por toda aquela semana com intensidade.
Eu pensava nela, em como ela estava, se sofria como eu, ou pelo menos se se lembrava de mim. Demorei um pouco pra adaptar meus costumes sem aquela garota. Mas o pior de tudo eram os amigos e conhecidos que sempre perguntavam por ela, como ela estava, esse tipo de coisa. No mínimo eu ficava sem jeito, algumas vezes ficava furioso e dava vontade de dizer alguns palavrões. Sofri mais do que imaginei.
Percebi que ela não era só a parte de uma história que vivi. Era um pedaço da vida que teve que passare e se não passasse eu não seguiria em frente. Uma fase obrigatória pra que eu crescesse e fosse algo de valor pra mim mesmo e talvez para outras pessoas. Ela não pode ter sido a mulher da minha vida mas, com certeza eu nunca iria estar pronto pra outra pessoa (mulher da minha vida) quando viesse em um futuro de minha vida.
E todas as outras noites mesmo sem nuvens não tiveram estrelas, só pontos brilhantes, eram os lugares em que estavam as estrelas que catei pra ela se lembrar de mim... toda noite agora olho para o céu que não tem estrelas e lembro das nossas canções. olhando pra cima percebo que isso vai estender por todo o resto da minha vida.
Queria vê-la de novo e dizer obrigado por tudo que foi e fez em minha vida. Afinal, qual homem madurecido não teve a história mudada pra melhor por uma mulher unicamente inesquecível?
É... nessa segunda parte eu quis tirar a melosidade que tinha na outra em excesso... pra ver no que ia dar. Então, o que você achou...? Se quiser, deixe seu comentário. Deus abençoe.
Perfeito esse final..realmente muuito envolvente...ameei...como eu disse realmente vc tem um dom...Deus te abençoe..
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